Projetistas e engenheiros de montadoras costumam afirmar que o segundo componente mais sofisticado de um veículo é o pneu, ficando atrás apenas do motor.
Para se ter uma idéia, o pneu é produzido com base em uma série de requisitos, entre os quais a carga máxima a que será submetido, que varia de acordo com o tamanho, modelo e desempenho de cada veículo. Baseada nestes atributos e em função das características do veículo, a montadora determina a pressão mais adequada para o pneu.
Além de reduzir riscos de acidentes, a manutenção da pressão correta é considerada fator determinante para evitar o desgaste prematuro dos pneus. Pode, ainda, diminuir o consumo de combustível e ampliar quilometragem do pneu, o que significa uma maior economia para o motorista.
Clique aqui e saiba como funciona o processo de fabricação do pneu.
Ao ver um pneu pronto, a maioria das pessoas não imagina a complexidade escondida debaixo de sua superfície de borracha. Os pneus possuem diversos componentes, que contêm diversas partes, tipos de aços e de compostos de borracha.
A maioria das partes do pneu é feita por meio de calandragem (compressão da borracha através de rolos) ou extrusão (compressão da borracha através de moldes que dão formato aos componentes).
Banda de rodagem (1): parte do pneu que entra em contato com o solo.
Sulcos (2): cavidades que recortam a superfície da banda de rodagem longitudinal e/ou transversalmente, definindo o seu desenho.
Ombros (3): partes do pneu entre a banda de rodagem e os flancos.
Lona(s) ou cinta(s) de proteção (4): parte exterior da estrutura resistente do pneu, que tem a finalidade de proteger as lonas/cintas de trabalho.
Lonas ou cintas de trabalho (5): parte exterior da estrutura resistente do pneu radial que tem a finalidade de estabilizar o pneu.
Revestimento interno (6): toda a superfície interna do pneu, constituída de componentes de borracha que tem a função de proteção.
Lona carcaça (7): parte interior da estrutura resistente do pneu cujos cordonéis estendem-se de um talão a outro.
Flancos ou lateral (8): partes do pneu compreendidas entre os limites da banda de rodagem e os talões, também conhecido como flanco costado.
Cordão ou filete de centragem (9): linha em relevo próxima da área dos talões que tem a finalidade de indicar visualmente a correta centralização do pneu no aro.
Talões (10): partes do pneu que entram em contato com o aro, garantindo a sua fixação ao mesmo (na Figura o talão da direita é de um pneu sem câmara).
Aro do talão (11): elemento metálico interno do talão. Carcaça: estrutura resistente formada por um conjunto de lonas e eventuais cintas de proteção ou de trabalho. Cordonéis: elementos metálicos ou têxteis retorcidos que constituem a carcaça e dão resistência às lonas e cintas.
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O desgaste máximo do seu pneu (limite de segurança) é de 1.6 mm de profundidade dos sulcos. Abaixo dessa medida, o pneu já passa a ser considerado "careca". A resolução do Contran 558/80 estabelece que trafegar com pneus abaixo do limite é ilegal. O veículo pode ser apreendido.
Os pneus vêm com ressaltos na base dos sulcos para indicar o limite de segurança sem ter que se usar um medidor. Basta vistoriar bem o pneu periodicamente.
Veja as implicações do uso de pneus abaixo do limite:
1 - Aumento da propensão de derrapagens laterais, mesmo em
pista seca
2 - O espaço necessário para frenagem aumenta, mesmo em
pista seca
3 - Não dão drenagem adequada de água, causando grande instabilidade em pistas molhadas
4 - Aumenta o risco de estouros
O que é?
É a inclinação do eixo de giro com relação à vertical.
Qual é sua função?
Proporcionar estabilidade direcional, retorno do volante e evitar vibrações.
O que acontece quando é insuficiente?
- Reduz a estabilidade direcional em alta velocidade.
- Reduz o esforço direcional requerido em baixa velocidade.
E quando excessivo?
- Aumenta a estabilidade direcional em alta velocidade.
- Aumenta o esforço direcional requerido em baixa velocidade.
- Pode causar vibrações laterais em alta velocidade.
E quando diferente lado a lado?
Pode causar tendências no veículo de “puxar” para um dos lados e problemas em frenagens violentas.
Efeitos Mecânicos:
- Os veículos só terão o sentido direcional correto se a regulagem do Cáster for feita como a figura ao lado. ( Figura A)
- A dirigibilidade e o consumo do pneu não estarão comprometidos com este tipo de regulagem de ângulo.
- Com a regulagem conforme figura ao lado ( Figura B), o veículo terá um problema de perda de estabilidade direcional, além de gerar um desgaste multi-escavado.
- A vida útil dos pneus diminuirá consideravelmente (desgaste em diagonal).
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O que é?
É a inclinação lateral da parte superior das rodas, para fora (positivo)ou para dentro (negativo) a partir da vertical, com o veículo visto defrente.
Qual é sua função?
Distribuir o peso do veículo sobre a banda de rodagem de maneira uniforme, evitando o desgaste irregular.
Quais as conseqüências do câmber negativo?
- Ocasiona desgaste prematuro no ombro interno do pneu.
- Gera um efeito de alavanca que causa instabilidade vertical e fadiga no eixo e nos demais componentes da suspensão.
Quais as conseqüências do câmber positivo?
- Ocasiona desgaste prematuro no ombro externo do pneu.
- Diminui o efeito de alavanca aumentando a estabilidade vertical do veículo.
Quais as conseqüências do câmber desigual?
- Quando não houver especificação deve-se tolerar 1/2 grau lado a lado.
- O veiacute;culo tende a “puxar”para o lado que estiver com o ajuste mais positivo.
Efeitos Mecânicos:
Inclinação do terminal da roda (Ponta de Eixo)
- Os veículos de transporte vêm com câmber positivo;
- A irregularidade deste ângulo causa desgaste irregular cônico liso, de um ombro para outro e pode também exercer influência na dirigibilidade, causando um sentido direcional.
Clique aqui e conheça os 10 mandamentos do pneu
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